Efeitos da Globalização nas Dietas e na Diversidade Agrícola.

Foi publicado esta semana um artigo que analisa a evolução da disponibilidade de espécies de plantas nos sistemas agrícolas/alimentares mundiais nos últimos 50 anos. As ideias principais são que houve um aumento das espécies e calorias distribuídas na generalidade dos países, mas que em paralelo houve uma redução do número de espécies cultivadas globalmente. Isto porque o aumento da disponibilidade em cada país se fez à custa das mesmas espécies em todo o lado, diminuindo a diversidade do sistema agrícola mundial.

Ganhadores: Soja, Palma, Girassol, Trigo, Arroz.

Ganhadores: Soja, Palma, Girassol, Trigo, Arroz.

A globalização está a mudar a alimentação em muitas partes do mundo. Estas mudanças, em geral, aumentam o número de espécies de plantas disponíveis para a população de cada país mas, ao uniformizá-las, reduz o número de espécies disponíveis (e a sua diversidade) no conjunto do planeta.

Ou seja, se nos anos 60 do século XX havia um tipo de alimentação na República Centro Africana e outro na Tailândia, em que as espécies de plantas consumidas eram muito diferentes entre eles, 50 anos depois a sobreposição das dietas é muito maior.

Esta progressiva homogenização fez-se, sobretudo, à custa de algumas espécies de cereais (arroz, trigo) e oleaginosas (soja, palma, girassol), cuja produção industrial inundou os mercados, em detrimento de culturas locais, como o sorgo, milhete, mandioca ou coco.

Perdedores: Milhete, Sorgo, Mandioca, Coco.

Perdedores: Milhete, Sorgo, Mandioca, Coco.

Em Portugal, as alterações do sistema alimentar não foram tão acentuadas nos últimos 50 anos como noutras partes do mundo (particularmente em vários países africanos e asiáticos). O número de espécies que contribuem para a alimentação dos portugueses aumentou ligeiramente e o contributo relativo de cada planta uniformizou-se, especialmente no segmento das plantas oleaginosas, onde se viu um aumento da uniformidade e uma redução clara da abundância relativa da espécie principal (presumivelmente a oliveira, que tem vindo a perder terreno para outras espécies oleaginosas de onde se produzem os óleos refinados – girassol, soja, colza, etc).

Análise do caso português. a) número de plantas que contribuem para a alimentação nacional; b) alterações na uniformidade (equalização da abundância relativa) dos contributos das plantas para a alimentação; c) alteração na proporção da planta mais abundante em cada categoria; d) contributo do sistema português para a homogeneização do sistema de alimentação mundial. (C) PNAS

Análise do caso português. a) número de plantas que contribuem para a alimentação nacional; b) alterações na uniformidade (equalização da abundância relativa) dos contributos das plantas para a alimentação; c) alteração na proporção da planta mais abundante em cada categoria; d) contributo do sistema português para a homogeneização do sistema de alimentação mundial. (C) PNAS

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Os resultados desta análise são motivo de preocupação para a saúde dos agro-ecossistemas e para a própria saúde humana. A perda de diversidade nas dietas leva à perda de diversidade nos campos agrícolas, levando à redução da capacidade de resposta a alterações ambientais.

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Floresta perdida e floresta ganha: mau prenúncio para a floresta portuguesa.

medit

Figura 1: Dinâmica florestal na bacia do Mediterrâneo, entre 2000 e 2013. Floresta perdida a lilás; Floresta ganha a azul.

Não há nenhum país na bacia do Mediterrâneo, ou a uma latitude equivalente à de Portugal na Europa, onde a dinâmica florestal seja tão elevada. Apesar da extensão da perda florestal que ocorre todos os anos no Verão, as novas plantações mais ou menos mantêm a área “florestada”. Este cenário é mais característico do que se encontra na Escandinávia, onde grandes plantações florestais são geridas para a produção de madeira.

floresta

Figura 2: Dinâmica florestal na zona norte do distrito de Lisboa, ao redor da Serra de Montejunto (onde têm sido instaladas grandes extensões de eucaliptal) e rio Tejo, entre 2000 e 2013. Cores como na Figura 1.

Em Portugal, especialmente no Norte e Centro, o eufemismo do termo “floresta” é cada vez menos aplicável. As explorações silvícolas, principalmente de eucalipto, tem pouca semelhança com uma floresta real. Apesar de nas imagens de satélite, como as da Global Forest Watch aqui reproduzidas, não haver distinção entre o tipo de arborização do território, a dinâmica verificada no curto espaço de 13 anos demonstra a vitalidade da indústria silvícola e permite inferir a destruição da biodiversidade associada às florestas Mediterrânicas e Atlânticas que estão a ser substituídas.

Agricultura Urbana (2/2) – Rooftop Farms para Lisboa

A Agricultura Urbana em Lisboa é feita como actividade lúdica ou de subsistência, em quintais, hortas comunitárias ou terrenos abandonados/apropriados (exemplos). A dimensão comercial da Agricultura Urbana não se encontra actualmente explorada. Existe, no entanto, um mercado potencial de meio milhão de habitantes que, tal como noutros centros urbanos mundiais, tem algum poder de compra e atitudes favoráveis em relação à agricultura urbana, sustentabilidade ambiental e produção local.

Enquanto que na maioria das cidades em que o fenómeno de rooftop farming tem sido desenvolvido (Nova Iorque, Montréal, Berlim, etc) as épocas de crescimento agrícola (em que as temperaturas mínimas diárias se situam acima dos 0ºC) variam entre os 150-200 dias anuais, em Lisboa esse período pode compreender a totalidade dos 365 dias de um ano normal. Este padrão climático evidencia a aptidão do território para a produção agrícola.

 

Dados preliminares

Quisémos investigar o potencial dos edifícios de Lisboa para a instalação de rooftop farms. Para tal, fizémos um levantamento preliminar dos terraços no município de Lisboa (Figura 1), que identificou 508 possíveis localizações, com áreas compreendidas entre os 200 e os 8600 m2 e uma área agregada de 50 ha. Esta área seria suficiente para produzir 360 toneladas de milho, 2000 toneladas de alface ou 5000 toneladas de tomate em terreno aberto, ou até 50,000 toneladas de tomate em sistema de hidroponia, o equivalente a cerca de 100 Kg por habitante na cidade, ou 4% da produção nacional em 2012. Este cálculo não inclui terrenos sem construção, nem o interior de edifícios devolutos com potencial para reconversão em estruturas de produção alimentar. Incluindo estes imóveis, o potencial produtivo de Lisboa seria consideravelmente mais elevado.

Figura 1: Identificação e medição de terraços no município de Lisboa. 508 posições foram marcadas recorrendo ao software Google Earth.

Figura 1: Identificação e medição de terraços no município de Lisboa. 508 posições foram marcadas recorrendo ao software Google Earth.

Esta pesquisa inicial foi refinada através de uma análise mais detalhada, que incluíu uma avaliação da estrutura de cada edifício, recorrendo a padrões observáveis através da vista de satélite e da funcionalidade Street View, de forma a eliminar candidatos mais fracos, por possuírem inclinação ou demasiadas estruturas salientes, aparentarem ser construídos em material pouco resistente, ou por possuírem uma combinação desfavorável de outros factores (acessibilidade, dimensão, localização). Rondas sucessivas de eliminação de candidatos permitiram reduzir dos 508 candidatos a 215, 104, 50 e 20 (Figura 2), obtendo-se no final uma lista de imóveis com potencial aparente para a instalação de rooftop farms comerciais.

Figura 2: Distribuição das áreas dos terraços seleccionados nos diversos passos de filtragem de candidatos. O último grupo (Filtro #4) contém os 20 melhores candidatos para a instalação de rooftop farms.

Figura 2: Distribuição das áreas dos terraços seleccionados nos diversos passos de filtragem de candidatos. O último grupo (Filtro #4) contém os 20 melhores candidatos para a instalação de rooftop farms.

 

O passo seguinte de catalogação do potencial dos terraços de Lisboa para a produção agrícola comercial envolveu a visita a estes 20 locais. Para cada um destes edifícios será criado um perfil, incluindo fotos, informação da área útil, tipo de edifício e utilização actual, detalhes da construção (ano, materiais, altura, acesso ao terraço), proprietário(s) e contexto microclimático, incluindo a exposição solar, com base na Carta do Potencial Solar do Concelho de Lisboa e potencial exposição aos ventos predominantes.

É do interesse do município que os espaços urbanos actualmente desaproveitados sejam convertidos em unidades produtivas, que criem emprego e que contribuam para o aumento da qualidade de vida na cidade. Os princípios de resiliência, qualidade ambiental e integração de espaços verdes são componentes importantes do Plano Director Municipal. A agricultura urbana comercial pode ser uma peça importante nesta estratégia.

Este estudo preliminar foi feito em parceria com o arquitecto Francisco Freitas (Atelier RUA). Interessados em envolver-se no seu desenvolvimento podem contactar-nos directamente, através do Alfarrobista.

Agricultura Urbana (1/2) – Introdução

Vista aérea de uma das hortas urbanas da empresa Brooklyn Grange, em Nova Iorque

Vista aérea de uma das hortas urbanas da empresa Brooklyn Grange, em Nova Iorque

O conceito de agricultura urbana tem vindo a ganhar popularidade nos últimos anos. As cidades, cuja implantação inicial é, em regra, indissociável da agricultura – eram os terrenos mais férteis, onde as populações se fixavam – foram perdendo, na maioria dos casos, o contacto com a base produtiva, tornando-se centros habitacionais, industriais e de serviços. Invariavelmente, uma grande extensão dos terrenos onde as cidades cresceram tornaram-se estéreis, pela drenagem, impermeabilização e contaminação química dos solos.

No entanto, a existência de espaços propícios para o cultivo nas cidades, desde varandas a quintais e terraços, continua a proporcionar a muitos habitantes a possibilidade de produzir o próprio alimento.

A dimensão do fenómeno da agricultura urbana não é conhecido. Um estudo recente na cidade de Chicago oferece uma estimativa a rondar os 26 hectares cultivados, divididos entre cerca de 4500 pequenas parcelas, maioritariamente quintais, dentro do perímetro da cidade. A vasta maioria da produção agrícola urbana é, portanto, feita a uma escala pequena, sem fins comerciais e de forma individual. Existe, no entanto, uma tendência mais recente para a produção a escala comercial. Em vários centros urbanos, sobretudo na América do Norte, têm aparecido empresas que exploram espaços sub-aproveitados para a produção e venda de bens alimentares. Os modelos de negócio são variados, mas baseiam-se em pressupostos de sustentabilidade, resiliência e proximidade do mercado.

Os benefícios da agricultura urbana incluem o aumento da segurança alimentar, a produção local de alimentos, reduzindo custos e emissões poluentes do transporte, regulação do ciclo das águas pluviais (infiltração, purificação), controlo térmico urbano (redução da “ilha de calor” urbana), redução da energia gasta no controlo térmico dos edifícios e a possibilidade de desvio de alguns resíduos sólidos urbanos para compostagem e utilização local. O tópico da agricultura urbana é, portanto, frequentemente mencionado nas discussões acerca da resiliência das comunidades, sendo proeminente no relatório do 3rd Global Forum on Urban Resilience and Adaptation (Maio de 2012).

Will Allen, o mentor do projecto Growing Power, em Millwalkee, a cuidar dos peixes criados nos tanques de aquaponia numa das suas estufas.

Will Allen, o mentor do projecto Growing Power, em Millwalkee, a cuidar dos peixes criados nos tanques de aquaponia numa das suas estufas.

Existem vários modelos de produção agrícola comercial urbana. Na maior parte dos casos, a estrutura física é instalada num espaço desaproveitado. Este pode encontrar-se ao nível do solo (terrenos abandonados e/ou sem construção prevista), ou no topo de edifícios existentes, tais como prédios de habitação, fábricas, armazéns ou estabelecimentos comerciais. Em ambos os casos a estrutura produtiva pode compreender o cultivo ao ar livre ou a produção em estufas, que podem usar solo como meio de cultivo ou usar sistemas hidropónicos.

A adequação de uma ou outra estrutura produtiva depende de diversos factores: a existência de espaços disponíveis (terrenos abandonados ou terraços), a dimensão e solidez dos edifícios no topo dos quais se pretenda implementar a estrutura produtiva, o clima da cidade, a exposição solar no local, o mercado-alvo, o valor de investimento disponível, a legislação nacional e local.

A alternativa de agricultura urbana mais simples é o aproveitamento de terrenos desocupados na cidade. Esta opção é particularmente atraente em zonas mais periféricas, onde haja menos construção, ou propriedades abandonadas. Exemplos deste tipo são a City Farm, Chicago, EUA, e a Growing Power, Millwalkee, EUA

Os rooftop gardens usam a área desaproveitada da mesma forma que qualquer horta ao nível do solo, mas são instalados em terraços de edifícios. Exemplos destes são relativamente abundantes, desde Roterdão a Tóquio e Hong Kong, embora haja uma concentração de projectos deste tipo em Nova Iorque, sobretudo no bairro de Brooklyn. A Brooklyn Grange, com 1 hectare dividido por dois terraços é a maior delas, mas existem várias outras, como a Eagle Street Rooftop Farm, Broadway Stages Rooftop Garden e Crosby Street Hotel.

A utilização de estufas permite a extensão da época de produção e um controlo mais apertado das condições de crescimento (sobretudo em estufas modernas, com controlo dos parâmetros ambientais). Esta alternativa é interessante sobretudo em climas com épocas produtivas relativamente curtas, ou em modelos de produção intensiva, com sistemas hidropónicos. Alguns exemplos são a Lufa Farms, em Montréal, Canadá, a BrightFarms  e a Gotham Greens, em Nova Iorque, EUA.

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Próximo post: O potencial dos terraços de Lisboa para a Agricultura Urbana.

As bananas de Cabo Verde

De acordo com José Mendes Ferrão *, existiam em 1992 quatro cultivares principais de bananeira: as do grupo dwarf Cavendish (incluindo a mais frequente, a “Anã Roberto”), a bananeira de terra, a bananeira prata (com sabor a maçã) e a bananeira pão.

De uma visita ao mercado da Praia (no Plateau), trouxe exemplares das 3 primeiras, que pude encontrar sem grandes problemas (apesar de o autor do referido artigo mencionar a raridade de pelo menos a banana de terra).

Bananas compradas no mercado da Praia. Da esquerda para a direita: Cavendish, de terra, prata (maçã).

Bananas compradas no mercado da Praia. Da esquerda para a direita: Cavendish, de terra, prata (maçã).

Embora Cabo Verde não seja um produtor mundial relevante de banana, este é dos frutos com maior importância para a agricultura local. Deste modo – e como é frequente nos países produtores de banana – podem encontrar-se mais variedades do fruto do que num país (como Portugal) que quase exclusivamente importa. Isto porque o mercado de importação e exportação mundial de banana se foca quase exclusivamente na variedade “Cavendish”, por ser produtiva, grande, bonita, resistente ao transporte e armazenagem.

A excessiva dependência deste mercado internacional da banana Cavendish é uma bomba-relógio cada vez mais perto da detonação, dado o alastramento de uma variedade agressiva do fungo Fusarium oxysporum. Este é um problema recorrente, dada a tendência da agricultura industrial em focar-se na monocultura de uma única variedade de banana. A melhor forma de evitar este tipo de colapso é a diversificação, tanto de variedades como de espécies num mesmo sistema de produção.

Os preços da banana não serão tão baratos num sistema desse tipo, mas a diversidade de paladares compensará. Quem já provou banana de terra ou banana prata (banana-maçã) sabe que assim será.

* ”A Fruticultura em Cabo Verde”, Comun. IICT, Sér. Ciênc.. Agrárias, Nº 8, 1992, pp.171-183.

A diversidade agrícola no papel e no terreno

publicoOs ministros da agricultura de 69 países, incluindo a nossa Assunção Cristas, assinaram uma declaração no final do Forum Global da Alimentação e Agricultura (GFFA-2014) em Berlim na semana passada, onde se comprometem a tomar medidas que promovam a diversidade dos sistemas agrícolas, garantindo a sua sustentabilidade enquanto aumentam a produtividade. Nomeadamente, prometem:

  • Promover a diversidade dos sistemas de produção agrícola, reflectindo as condições geográficas e climáticas;
  • Reforçar o apoio à investigação e fornecer recursos para promover a conservação e uso sustentável de variedades de plantas e raças de animais adaptados às condições locais;
  • Transferir conhecimento existente sobre métodos e diferentes estruturas de produção agrícola para o terreno;
  • Promover a diversidade na produção agrícola para aumentar a diversidade alimentar, para responder às necessidades nutricionais, de forma a aumentar a resiliência das pessoas;
  • Promover a obtenção de raças de animais e variedades de plantas com maior eficiência na produção de nutrientes e uso da água e com maior tolerância ao stress;
  • Apoiar os esforços globais para encorajar a conservação e uso sustentável dos recursos genéticos (“on farm”, in situ e ex situ) e a partilha dos benefícios resultantes do seu uso, de forma a garantir que as futuras gerações têm acesso à diversidade necessária para a produção de novas variedades;
  • Usar, proteger e, quando necessário, aumentar a diversidade nos ecossistemas agrícolas;
  • Apoiar a diversidade das estruturas operacionais e de produção de forma a reduzir riscos (“gestão de risco”).

Este tipo de comunicado pode ser visto com esperança, por apontar esforços dos países na direcção certa. No entanto, no dia em que vem a público a notícia de que, ao abrigo da nova lei da arborização produzida por esta mesma Assunção Cristas, 92% dos pedidos de novas florestas são para instalar eucaliptos, o sentimento predominante é a frustração.

A ministra Assunção Cristas foi a Berlim assinar um documento em que não acredita, porque acha que lhe fica bem. E infelizmente, neste tipo de iniciativa, a mera expressão de intenções não é escrutinada. Assunção Cristas, para além de não perceber nada de Agricultura, não é uma pessoa séria.

A identidade de Cabo Verde nas notas e moedas

As notas e moedas são um excelente meio de circular mensagens, normalmente de identidade nacional*. Em Portugal, esse meio de comunicação perdeu-se com a adesão ao Euro, não só por as notas não conterem símbolos nacionais, como por as moedas com uma face portuguesa não transmitirem mensagem absolutamente nenhuma.

Como me acontece com frequência no período de adaptação a uma nova moeda, acumulei nos primeiros dias em Cabo Verde uma quantidade apreciável de moedas nos bolsos (por pagar quase sempre as contas com notas, para não perder muito tempo a contar trocos que não conheço). Ao tentar familiarizar-me com as moedas reparei que elas têm 3 temas: barcos, aves e plantas, para além da moeda de 1 Escudo, que representa uma tartaruga. Mais informação sobre as notas e moedas cabo-verdianas pode ser encontrada na página do Banco de Cabo Verde.

Moedas das séries "aves" e "plantas". Estas são (fila de baixo): 100 Escudos: Aeonium gorgoneum; 50 Escudos: Asteriscus vogelli; 20 Escudos: Limonium braunii; 10 Escudos: Echium stenosiphon; 5 Escudos: Campanula jacobae.

Moedas das séries “aves” e “plantas”. Estas são (fila de baixo): 100 Escudos: Aeonium gorgoneum; 50 Escudos: Asteriscus vogelli; 20 Escudos: Limonium braunii; 10 Escudos: Echium stenosiphon; 5 Escudos: Campanula jacobae.

Assim, para além de homenagear um escritor, um historiador/crítico e um cientista cabo-verdianos nas notas, Cabo Verde vê as aves e as plantas endémicas do arquipélago como elementos fundamentais da sua identidade.

*dada a sua circulação em massa, as moedas também foram, em algumas alturas, usadas para transmitir mensagens de protesto.

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